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sábado, 21 de novembro de 2009

Green Day



Em 1994 o cenário pop mundial foi sacudido pela ascensão de uma banda de músicos medíocres, sem a técnica das bandas de heavy metal, sem as letras e sonoridade agressivas das bandas grunge, sem sex apeal, mas com sinceridade e energia de sobra. O estilo difundido pela banda Green Day rapidamente seria nomeado pop-punk (pop em virtude de sua fácil aceitação e punk em virtude da óbvia limitação técnica e simplicidade) e venderia milhões de discos, tocando exaustivamente em rádios e MTV e abrindo caminho para dezenas de bandas semelhantes, como Rancid, Offsprings, etc. O sucesso do Green Day porém não foi apenas produto da mídia que gera mega-stars de uma hora para outra.

A banda foi originalmente formada em 1989, contando com o vocalista/guitarrista Billie Joe Armstrong, o baixista/vocalista Mike Dirnt ( amigo de infância de Joe) e o baterista John Kiffmeyer. O nome inicial da banda foi Sweet Children, logo mudado para Green Day (que segundo os integrantes é uma referência a maconha). Seu primeiro registro em vinil foi o EP "1000 Hours", cuja ótima aceitação levou a banda a conseguir o apoio de um produtor para a gravação de seu primeiro álbum, "39 Smooth", em 1990 (gravado em apenas um dia).
O baterista John Kiffmeyer resolveu abandonar a banda para continuar os estudos quando os outros componentes decidiram fazer uma primeira turnê pela América. Em seu lugar entrou Tre Cool (nascido Frank Edwin Wright III). Esta foi a formação que gravou Kerplunk em 1992.
Em 1994 lançaram Dookie pela major Warner. A repercussão foi muito maior do que a esperada. De uma hora para a outra a banda se tornou a queridinha da MTV e consequentemente de uma legião de modistas, o que enfureceu os fãs antigos (como é de praxe a qualquer banda underground que se torna mainstream de uma hora para outra). O álbum vendeu rapidamente mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo e a banda foi eleita a revelação do ano em centenas de revistas especializadas.
Apesar da banda se manter em evidência, os álbuns que se seguiram não conseguiram repetir o mesmo sucesso, principalmente em virtude de o mercado ter ficado saturado de dezenas de bandas semelhantes. Mas indiscutivelmente cabe ao Green Day a honra de ter popularizado o estilo.

Insomniac, de 95, mostrava um Green Day mais pesado e com belas melodias. Destaques para a dobradinha clássica "Brainstew/Jaded", entre outras, como "Panic Song", "Geek Skin Breath", "86", "Armatage Shanks", "Stuck With Me", e o resto.
O Green Day lançou Nimrod em 97, mostrando uma faceta mais eclética da banda, como na Stray-Cats-Punk-Rocker "Hitchin' A Ride", a trilha sonora do filme Varsity Blues "Nice Guys Finish Last', entre outras, como "Jinx", "Platypus (I Hate You)" e a hiper-furiosa "Take Back". Destaque para a balada conhecidíssima "Good Riddance (Time Of Your Life)".
2000 foi o lançamento de Warning, com uma boa baixada no lado punk-teenager da banda. Destaques para a ótima faixa-título, "Waiting", "Church On Sunday", a poderosa "Minority" e a líndissima balada "Macy's Day Parade".
Para acalmar os fãs, 2001 foi lançado a coletânea International Superhits, com músicas inéditas, como "Maria", "J.A.R.", e "Poprocks & Coke".
O álbum de lados B "Shenanigans" foi lançado em 2002, com músicas que não deixam nada desejar as mais famosas, como "Ha Ha You're Dead", "Suffocate" e a ótima cover dos Ramones "Outsider".
Dando um passo a frente, 2004 foi o ano de American Idiot. Desde a faixa título de abertura que cospe na hipócrita sociedade americana, passando a uma história conceitual, com duas mini-óperas de nove minutos ("Jesus Of Suburbia" e "Homecoming"), baladas (como a pesada e suave ao mesmo tempo "Boulevard Of Broken Dreams", o solo de slide guitar de "Give Me Novacaine" e "Are We The Waiting"), o poderoso refrão de "Holiday", o punk rock basicão de "She's A Rebel", o power pop de "Extraordinary Girl" e street-punk a lá Rancid "St. Jimmy". Excepcional, elogiado por personalidades como Stephen King, o disco rendeu o Grammy Awards de Melhor Álbum de Rock.

domingo, 1 de novembro de 2009

Slayer



A história da banda Slayer teve início por volta de 1981, em Los Angeles, quando o guitarrista Kerry King e o baxista Tom Araya, que haviam tocado juntos em algumas bandas de pouca ou nenhuma repercussão, se juntaram a um outro guitarrista, Jeff Hanneman, e ao baterista Dave Lombardo, para montar uma banda de influências metal e punk. Em 1982 começaram a se apresentar no circuito de clubes de Los Angeles tocando covers de bandas como Iron Maidan e Judas Priest. A maneira de tocar porém era mais agressiva. O Slayer foi uma das bandas responsáveis pela evolução dos estilos thrash e death metal.
Em 1983 a banda foi descoberta por Brian Slagel, presidente da gravadora Metal Blade. Gravaram a música Aggressive Perfector para a coletânea Metal Massacre III e ainda em 1983 lançaram pela Metal Blade seu primeiro disco, o clássico Show No Mercy. Juntamente com Kill'em All do Metallica, lançado praticamente ao mesmo tempo, este disco marca o nascimento do thrash metal. Ao contrário do Metallica, porém, o Slayer tinha o diferencial de adotar mais abertamento temas satânicos nas letras e capas dos discos. Em 1983 lançariam ainda o EP Haunting the Chapel.

Em 1985 foi lançado o segundo LP, com o sugestivo nome de Hell Awaits. Uma excelente vendagem de mais de 100.000 cópias chamou a atenção de gravadoras maiores para a banda. Logo seriam contratados pela Def Jam Records, gravadora até então responsável apenas por artistas de rap e hip hop. A estréia pela nova gravadora seria o maior clássico do Slayer, Reign In Blood, um dos álbuns mais rápido até então. Superando qualquer espectativa o álbum chegou a disco de ouro nos Estados Unidos, fato inédito até então para um disco tão pesado e agressivo. Apenas em 1987 o álbum chegaria à Europa.
Apesar da excelente vendagem de discos e shows cada vez mais lotados dentro do Slayer algo não ia bem e começavam os desentendimentos entre Dave Lombardo e o resto da banda. Em 1987 Dave abandonou a banda por um curto período de tempo, sendo substituído por Tony Scaglione (que havia tocado com a banda Whiplash). Dave voltou poucos dias depois.

South Of Heaven de 1988 foi uma decepção para os fãs que esperavam um novo petardo ao estilo de Reign In Blood. O som estava mais lento, mais pesado, não mais comercial de forma alguma, mas definitivamente diferente. As letras começavam a abandonar a temática restrita do satanismo e abordar temas como aborto, guerra, evangelismo e nazismo (motivo de problemas constantes para a banda, constantemente associada a movimentos racistas, inclusive por usar uma águia de ferro como um de seus símbolos).

A temática mais atual se confirmaria no próximo lançamento, Seasons In The Abyss de 1990, primeiro álbum da banda a alcançar um disco de platina. Após o lançamento o Slayer embarcou para a clássica turnê Clash Of Titans, juntamente com Megadeth, Anthrax, Testament, Suicidal Tendencies e Alice In Chains. Nesta turnê surgiram desentendimentos entre Slayer e Megadeth.

Decade Of Aggression de 1991 foi um álbum contendo os clássicos dos primeiros dez anos de carreira da banda, gravados ao vivo. Apesar de ser um álbum duplo, fato raro entre bandas pesadas, rapidamente chegou ao ouro.

No início de 1992 os constantes desentendimentos que vinham se acumulando entre Dave Lombardo e a banda levaram à demissão do baterista (que pouco mais tarde formaria a banda Grip Inc). Paul Bostaph da banda Forbidden foi chamado para o posto. Com a nova formação se apresentaram no Donnington Monsters Of Rock Festival deste ano.

Em 1993 após um período de pouca produção (sem gravações de estúdio e sem shows ao vivo) a banda gravou com Ice T (artista de rap) um medley de covers da banda punk Exploited para a trilha sonora do filme Jugdment Night. Com quase um ano de atraso em 1994 foi lançado Divine Intervention. A capa controversa mostrava um fã escrevendo no braço o logotipo do Slayer com uma navalha, prova da devoção cega de alguns fãs à banda.

O álbum Undisputed Attitude levou adiante a idéia de gravar tributos às bandas punk que haviam influenciado a carreira do Slayer. Após as gravações o baterista Paul Bostaph abandonou a banda por diferenças musicais, sendo substituído por Jon Dette (que havia tocado com o Testament). Paul retornaria a banda em 1997.

No ano de 1998 o Slayer lançou Diabolus in Musica. Marcado por alguns efeitos de vozes, Tom Araya decidiu arriscar. Trata-se de um típico álbum da banda, recheado de metal e peso. Guitarras pesadas e bateria avassaladora. Graças ao novo álbum, o Slayer se apresentou no ano de 1998 no festival Philips Monsters of Rock onde foi a banda principal, detonando toneladas de metal e enlouquecendo cada vez mais seus fãs. Depois seguiu para o Monsters of Rock argentino, onde tocou com Angra, Helloween e Iron Maiden

Em 2001 saiu God Hates Us All, novamente pela Def Jam. Abandonando as experimentações e acessibilidade de alguns lançamentos mais recentes, God Hates Us All representa o Slayer de volta ao som cru de seus primórdios.

Em 2002, Paul Bostaph deixou a banda por problemas de saúde, sendo substituído por Dave Lombardo, que seguiu em tour com a banda, que se preparava para gravar um novo petardo. Sua permanência como membro efetivo não foi confirmada.





sábado, 26 de setembro de 2009

Dio



Ronnie James Dio é americano e seu verdadeiro nome é Ronald Padavona, assumiu o nome de "DIO" em homenagem a seus familiares italianos. Cantou e tocou baixo na sua primeira banda mais importante, ELF (onde gravou 2 álbuns). Outras bandas no seu início de carreira foram: Vegas Kings (formado por colegas da sua escola) que mais tarde mudou o seu nome para Ronnie and the Rumbles e depois deste, para Ronnie and the Redcaps. Tocavam em bailes universitários etc. Mais uma vez mudam o nome da banda para Ronnie Dio and the Prophets. Mudaram o nome mais vezes, The Eletric Elves, depois para The Elves e finalmente ELF.

Foi chamado para cantar no Rainbow de Ritchie Blackmore (ex-Deep-Purple), onde gravou quatro álbuns. Após deixar o Rainbow, foi convidado pelo guitarrista Tony Iommy para integrar o posto de vocalista no Black Sabbath. Gravou ao todo três álbuns e mais um após sua volta à banda em 1992. Saiu do Black Sabbath em 1983 devido a problemas de ego e uma "suposta" sabotagem na mixagem final de Live Evil (ao vivo do Sabbath).
No mesmo ano após sua saída do Black Shabbath, ou seja, 1983, lança aquele que para muitos é um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos, Holy Diver. Nele estão Vinny Appice que também tinha saído do Sabbath e acompanhou Dio, seu antigo companheiro de Rainbow Jimmy Bain e o excelente guitarrista Vivian Campbell (atual Def Leppard). Holy Diver foi aceito em grandes proporções e deixou clássicos como a faixa-título, Stand Up and Shout, Don’t Talk to Strangers e a mais famosa Rainbow in the Dark.
Embalado com o sucesso atingido logo de cara, Dio solta mais um em 1984 chamado The Las in Line. Simplesmente maravilhoso, trazia a mesma fórmula de Holy Diver. Foi este álbum que levou a banda à uma enorme turnê mundial seguido do seu primeiro vídeo oficial. Os músicos são os mesmos mas no álbum ainda há um tecladista chamado Claude Schenell, e com isso lançam clássicos como a faixa-título, We Rock (um dos maiores sucessos), Breathless, Evil Eyes etc.

E para provar que Dio era mesmo um fanático em duendes, dragões, magos, reis, rainhas e arco-íris, lança Secread Heart em 1985. Um belíssimo trabalho que continuava a sustentar a banda como uma das melhores dentro do gênero, na época. A formação e a fórmula permanecem as mesmas desde 1983 e nisso podemos reparar a versatilidade do guitarrista Vivain Campbell com toda sua harmonia. De cara notamos que seus grandes sucessos foram King of Rock and Roll(a única do disco que ainda é tocada atualmente), faixa-título, Rock and Roll Children, Just Another Day e Fallen Angells. Desta turnê também sai um vídeo chamado Secread Heart Live.
Em 1986 sai um ao vivo chamado Intermission com apenas seis músicas onde as que se destacam são King of Rock and Roll, We rock e Rainbow in the Dark.
Agora vamos a 1987, quando Vivian Campbell (guitarrista), deixa a banda e é substituído por Craig Goldie. É lançado então, Dream Evil, que é conhecido como um álbum problemático pelo próprio Dio. Apesar de ter havido alguns problemas, as músicas continuam sendo delirantes. Night People, Dream Evil(uma das melhores), Sunset Superman e Faces in the Window se destacam.
Depois de um sucesso contínuo e dos problemas em 1987, Dio sumiu do mapa e voltou a aparecer em 1990 com Lock up the Wolves. Sua formação é totalmente diferente das passadas. Os músicos são Rowan Robertson, um garoto inglês de apenas 18 anos de idade e que segundo o próprio Dio foi selecionado após um teste com (diz a lenda) milhares de guitarristas. Mas independente disso, Rowan mostra uma incrível versatilidade e rapidez em seus solos, mostrando que não estava para brincadeira. Para a bateria foi chamado ninguém menos que Simon Wright (ex-AC/DC), um novaiorquino chamado Teddy Cook para o baixo e um dos maiores tecladistas do metal, o sueco Jens Johansson (ex-Malmsteen e atual Stratovarius). As músicas ganham novos elementos mas o Heavy Metal permanece intacto (além da linda e sinistra capa). Não foi seu melhor disco mas com certeza destacam-se a porrada Wild One, Hey Angel, a bela faixa-título, Walk on Water, Born to the Sun e My Eyes.
Em 1992 Dio volta ao Black Sabbath e grava mais um álbum chamado Dehumanizer, mas infelizmente alguns problemas(que todos já devem saber) acabaram com a reunião da banda. Neste mesmo ano sai uma coletânea intitulada Diamonds com vários clássicos da banda Dio.
Após isso o "nanico" volta com Strange Highways em 1993, que seguia a mesma linha de Dehumanizer. Não foi um de seus melhores álbuns, e os problemas com a separação do Black Sabbath o deixaram meio desanimado. Mesmo assim podemos destacar algumas músicas bem legais como Jesus, Mary & The Holy Ghost, Firehead e Give Her The Gun. A formação era Dio nos vocais, Tracy G(guitarra), Jeff Pilson(baixo) e Vinny Appice (bateria). Também foi nesse ano que a banda veio a São Paulo tocar.
Em 1996 sai Angry Machines, e mais uma vez Dio mostra o quanto gostou de ter feito junto ao Black Sabbath, Dehumanizer (1992). Chegou a declarar que não falava mais de reis e rainhas por que preferia tratar da realidade. Algumas músicas de Angry Machines que marcaram foram a porrada sonora de Don’t Tell the Kids (onde Vinny Appice simplemente detona sua bateria!), Institutional Man, Hunter of the Heart(a única que foi tocada nos shows aqui no Brasil) e Dying in America. A banda estava composta por Dio nos vocais, Tracy G (guitarra), Jeff Pilson (baixo) e Vinny Appice (bateria). Vieram ao Brasil para tocar junto com Bruce Dickinson, Jason Bonham Band e Scorpions no final de 1997. Os fãs o aclamaram más criticaram duramente o desempenho do guitarrista Tracy G. Neste mesmo ano saiu uma coletânea chamada Anthology. Em 1998 sai um CD duplo ao vivo chamado Dio’s Inferno - The Last in Live, que traz clássicos como, Holy Diver, Don’t Talk to Strangers, The Last in Line, e The Mob Rules (do black sabbath), Mistreated (do deep-purple) e Catch the Rinbow (do rainbow) entre outras. Sem dúvidas foi um sucesso bem vendido no país. Algo relativo à volta do Rainbow tinha sido mencionado mas com a morte do baterista Cozy Powell, a notícia permaneceu apenas como boato.

Em 2000 lança "Magica", um álbum conceitual que traz de volta o estilo classico de Dio compor, com letras sobre Magia, Dragões e Bruxas. Sons como "Fever Dreams" (bem ao estilo Holy Diver...), "Turn to Stone", "Challis" (arrasadora!), Losing my Insanity, e a balada "As long as it's Not About Love", conquistaram em cheio o público.
Sua banda contou com a volta do magnífico Craig Goldie (guitarra), o seu fiel escudeiro Jimmy Bain (baixo), Simon Wright (bateria), Scott Waren (teclados). No final de 2001 Goldy decide deixar a banda, alegando problemas familiares e para seu lugar é recrutado o guitarrista Doug Aldrich. Com novo line up, Dio entra em estúdio e em 2002 sai "Killing the Dragon" que procurou repetir a mesma forma do anterior, porém com um pouco mais de rapidez e peso. Destaques: "Scream" (bem ao estilao Heaven and Hell!) "Throwaway the Children" e é claro a faixa titulo (candidata a novo classico!).
Em 2003, sai seu primeiro DVD oficial, "Evil Or Divine". E para 30 de agosto de 2004 está previsto o lançamento de seu novo trabalho de estúdio, "Master Of The Moon", que contou com o seguinte line-up: Ronnie James Dio no vocal, Craig Goldy na guitarra, Jeff Pilson no baixo, Simon Wright na bateria e Scott Warren nos teclados; porém, quem ocupará o posto de baixista na turnê será Rudy Sarzo.
DIO-EvilOrDivine2003__-_-__By_Razor.jpg image by Razor_Razor



sábado, 19 de setembro de 2009

All That Remains




All That Remains é uma banda americana de metalcore melódico. Originária de Springfield, Massachusetts, surge em 1998, contando já com 4 discos em estúdio e tendo já vendido mais de 393,000 cópias nos Estados Unidos.
Misturando uma base inquestionável de Metalcore, influências de Death Melódico e Thrash, o All That Remains mostra-se uma banda única. Riffs avassaladores, músicas criativas, urros insanos e vocais limpos bem posicionados formam músicas que poderiam ser, uma por uma, singles de grande sucesso. This Calling, a música que abre um CD não é um single a toa; um riff invejável, vocais criativos e um refrão pegajoso demonstram o quanto o som do ATR é único. A fórmula segue nas faixas Not Alone, It Dwells in Me, We Stand e Whispers (I Hear You); não de maneira a copiarem a si mesmas, cada faixa tem sua personalidade. A partir daí o CD toma uma direcção mais violenta, músicas mais rápidas, uso de blastbeats e outros, mostram todo o potencial desse CD. Destaque para as músicas “Six” e “The Air That I Breath”, sendo a segunda outro single do CD.

Membros:

Actuais:
Philip Labonte – Vocal
Mike Martin – Guitarra Secundária
Oli Herbert – Guitarra Principal
Jeanne Sagan – Baixo
Jason Costa – Bateria (ex-Diecast)

Ex Membros:
Chris Bartlett – Guitarra
Matt Deis – Baixo (CKY)
Josh Venn – Baixo
Mike Bartlett – Bateria
Colin Conway – Bateria (Ao vivo) (Frozen)
Shannon Lucas – Bateria (The Black Dahlia Murder)
Tim Yeung – Bateria (Ao vivo)

Álbuns:
Behind Silence and Solitude, (2002)
This Darkened Heart, (2004)
The Fall of Ideals, (2006)
Overcome, {2008}

Singles:
"The Deepest Gray", (2004)
"This Darkened Heart", (2004)
"Tattered on My Sleeve", (2004)
"This Calling", (2006)
"Not Alone", (2007)
"Six", (2007)
"Chiron", (2008)
"Two Weeks", {2008}

Videos Clips:
"The Deepest Gray" (dirigido por: Ian McFarland)
"This Darkened Heart" (dirigido por: Dale Resteghini)
"Tattered on My Sleeve" (dirigido por: David Brodsky)
"This Calling" (dirigido por: Frankie Nasso)
"The Air That I Breathe" (dirigido por: Darren Doane)
"Not Alone" (dirigido por: Soren Kragh-Jacobsen)
"Six" (Ao Vivo)

DVDs:
"All That Remains Live", (2007)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dead Kennedys



A banda Dead Kennedys foi a grande responsável pela inauguração do estilo conhecido como hardcore, vertente do punk marcada por uma sonoridade muito mais rápida e agressiva, bem como letras de conteúdo social muito mais direto e anti-governista; trata-se de uma evolução natural da anarquia ingênua de bandas como Sex Pistols e RAMONES. Durante sua curta carreira a banda Dead Kennedys ficou mais marcada por suas atitudes políticas do que por sua música propriamente dita.
Jello Biafra (Eric Boucher) foi o líder da banda, responsável pela maior parte das composições e vocal. Os outros componentes da banda em sua formação original, em 1978, eram East Bay Ray (guitarrista), Klaus Flouride (baixista) e Bruce Slesinger (baterista). Participava ainda da banda um misterioso segundo guitarrista cuja identidade nunca foi revelada (era conhecido apenas pelo apelido 6025).

O som da banda era medíocre e não queriam realmente tocar nada melhor do que o estritamente necessário. O objetivo era destacar as letras diretas, críticas a toda a face ruim do "american way of life", às diferenças sociais, aos políticos que geravam guerras, aos liberais conservadores, à Ku Klux Klan, à polícia, à igreja e ao poder dominantes em qualquer uma de suas formas. Como nenhuma gravadora se arriscava a dar abrigo a uma banda tão perigosa, Jello Biafra montou seu próprio selo, chamado Alternative Tentacles.
Com seus primeiros singles, "California Ubber Alles" (uma crítica feroz ao governado da California Jerry Brown) e "Hollyday in Cambodja" a banda conseguiu tantos seguidores que o vocalista Jello Biafra chegou a se candidatar a prefeito da cidade de San Francisco, tendo sido o quarto mais votado. A banda continuaria como a maior revelação do underground americano até 1980, quando foi lançado seu primeiro LP, o lendário "Fresh Fruit for Rotten Vegetables". O segundo LP sairia em 1982, chamado "Plastic Surgery Disasters".
A partir do lançamento do single "Too Drunk to Fuck" em 1982 e tendo repercussão no mercado americano e europeu, a banda passou a ser constantemente atacada por sociedades de defesa dos bons costumes em virtude das suas letras consideradas obscenas e depravadas. O auge da perseguição à banda ocorreu em 1985 (após um longo período de inatividade) com o lançamento de "Frankenchrist". O encarte do álbum trazia gravuras de órgão sexuais, o que levou a banda a ser processada por distribuir pornografia sem autorização. Ironicamente os processos seguidos apenas serviram para promover a imagem da banda na imprensa. Venceram todos os processos baseados na primeira emenda americana (que trata sobre liberdade de expressão).
Após o lançamento do álbum "Bedtime for Democracy" (1986) a banda se separou e Jello Biafra seguiu sua carreira de produtor lançando novas composições em companhia de diversos artistas esporadicamente (entre outros gravou diversas músicas com a banda industrial Ministry).
Em 1998 os demais integrantes da banda Dead Kennedys processaram Jello Biafra (dono da gravadora Alternative Tentacles responsável pela banda) por não pagamento de direitos. A gravadora inicialmente pertencia à banda mas Biafra adquiriu posteriormente as partes dos outros membros passando a pagar à sua banda comissões de vendas menores do que a outras bandas do seu cast.

sábado, 12 de setembro de 2009

Antrax



Juntamente com METALLICA, Megadeth e Slayer o Anthrax é considerado uma das bandas responsáveis pelo surgimento e definição da sonoridade que viria a ser conhecida como thrash metal, variante mais rápida e enérgica do heavy metal tradicional. O primeiro disco da banda, "Fistfull of Metal", é considerado um marco do estilo.
Apesar da comum associação com o thrash e speed metal, oANTRAX (o nome foi tomado de um microorganismo desenvolvido para guerra bacteriológica) dificilmente poderia ser rotulada visto que flertou insistentemente no decorrer da carreira com estilos musicais tão diversos como metal, punk, hardcore, hip-hop, rap e industrial. As letras, ao contrário da temática clássica de bandas semelhantes, são bem humoradas e imprevisíveis.
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O núcleo da banda é formado por Scott Ian e Charlie Benante (os dois formam o SOD, com Dan Lilker, membro original do ANTRAX mais tarde substituído por Frank Bello e que fundou o Nuclear Assault, e com o vocal do MOD Billy Milano). O vocalista original foi Neil Turbin, logo substituído por Joey Beladonna, por sua vez em 1992 substituído por John Bush (antes vocalista da banda Armored Saint). Dan Spitz deixaria a banda em 1994, sendo substituido nas gravações por um guitarrista de estúdio.
No início da década de 90 a banda abandonou sua sonoridade exclusivamente thrash original e passou a se aventurar em flertes com o rap e hip-hop que culminaram em 1991 com uma tour conjunta com a banda Public Enemy. Com a mudança o público da banda encolheu sensivelmente, obrigando-os a montar seu próprio selo para continuar produzindo sem pressão de gravadoras.
Em 1999 uma tour reunindo os dois vocalistas clássicos da banda, Bush e Belladonna, foi anunciada mas logo cancelada quando Belladonna desistiu por razões monetárias. A banda seguiu em tour com o Mötley Crue e MEGADETH mas abandonou os palcos após alguns shows.
A banda teve excessiva divulgação involuntária em 2001 quando dos atentados com a bactéria Anthrax nos Estados Unidos que se seguiram à queda do World Trade Center. A banda chegou a anunciar em um press release a mudança de seu nome para Basket Full Of Puppies (o que não ocorreu). Por bem ou por mal a banda em seguida saiu em uma bem sucedida tour com JUDAS PRIEST, relançou parte de sua discografia e logo anunciou o lançamento de um novo álbum.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Apocalyptica



O Apocalyptica foi formado na Finlândia por quatro jovens violoncelistas fanáticos por heavy metal. A história da banda começou em 1993, quando Eicca Toppinen, Max Lilja, Antero Manninen e Paavo Lotjonen se conheceram na prestigiada Sibelius Academy em Helsinki (Finlândia), onde estudavam.

A idéia de tocar METALLICA logo surgiu, já que todos os quatro gostavam muito da banda. Ficaram dois anos juntos, fazendo pequenas apresentações "acústicas", até que em 1995 fizeram o primeiro show com amplificadores, em um clube de heavy metal/hard rock de Helsinki. Alguns dias depois receberam uma proposta da gravadora Zen Garden (ligada à Mercury Records). Acertaram tudo com a gravadora e em 1996 lançaram o primeiro álbum, "Plays METALLICA By Four Cellos", com oito faixas: "Enter Sandman", "Master Of Puppets", "Harvester Of Sorrow", "The Unforgiven", "Sad But True", "Creeping Death", "Wherever I May Roam" e "Welcome Home (Sanitarium)".
Desse primeiro lançamento, venderam 300.000 cópias em todo o Mundo. Nessa primeira turnê fizeram mais de cem shows em mais de vinte países. Realizaram também mais um sonho em Novembro de 1996, abrindo dois shows para o METALLICA em Helsinki. O grupo surpreendeu a todos, unindo definitivamente a música clássica e o heavy metal.
Desse primeiro lançamento, venderam 300.000 cópias em todo o Mundo. Nessa primeira turnê fizeram mais de cem shows em mais de vinte países. Realizaram também mais um sonho em Novembro de 1996, abrindo dois shows para o METALLICA em Helsinki. O grupo surpreendeu a todos, unindo definitivamente a música clássica e o heavy metal.

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