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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Antidemon



A banda Antidemon iniciou suas atividades em 12 de janeiro de 1994, em São Paulo. S.P. Brasil. Nos primeiros meses o grupo contava com cinco integrantes, porem logo se estabilizou com BATISTA como Vocalista e Baixista, KLEBER GONÇALVES como Guitarrista e ELKE GARZOLI na Bateria (Essa ocupando este notável e raro posto para uma mulher a nível internacional, dado o estilo agressivo e rústico que o Antidemon emprega!) Esses três guerreiros enfrentaram batalhas quase impossíveis para um ser humano, para que essa banda conseguisse sobreviver e alcançar espaços para se projetar! A falta de condições para se ter o mínimo necessário eram eminentes e apesar da descrença quase unânime de todos que os cercavam, as portas foram sendo rompidas!

Em 1995 veio a primeira demo tape auto intitulada “Antidemon”, e a Coletânea “Refugio do Rock” em Vinil, com dez bandas a qual foi uma grande conquista!


Em 1997 veio então o trabalho que iria fazer o nome da banda ultrapassar as fronteiras do país, a Demotape “Confinamento Eterno” que houve uma aceitação surpreendendente e uma vendagem histórica. Nessa época o Antidemon começou a se destacar pela quantidade de shows que conseguia realizar pelos quatro cantos do país! Um volume de apresentações fora do comum para uma banda desse estilo!

Em 1998 veio mais uma demotape “Antidemon 04 Anos” e essa acelerou a vinda do debut CD: “DEMONOCÍDIO”; lançado em setembro de 1999, e realmente em pouco tempo esse CD de 27 faixas viria a se tornar um clássico do estilo! A mídia e o público levantaram suas mãos para eleger esse trabalho e finalmente colocar a banda no lugar que já se esperava: Entre as mais amadas e reconhecidas do Brasil! Demonocídio ainda foi relançado em duas Coletâneas nos Estados Unidos: Lanceration Records e Cross Ritmys Music! Alem de ser distribuído no mundo todo, selos como Nordic Mission(Noruega) Christian Metal(Portugal) e Litle Rose(Finlândia) se colocaram como distribuidoras oficiais da banda! No Brasil o Cd Demonocídio ainda iria ser relançado com algumas músicas por 02 Coletâneas da Rotthenness Records: Noise for Deaf Vol. III e Noise for Deaf Vol. IV. Ainda veio de BH, o “BRASIL COLECTION” (Col. Nacional) e o SPLIT “BARAD” com Antidemon e o polêmico Zen Garden! O qual foi lançado e distribuído pela DESTROYER! As portas continuavam se abrindo. Os muitos Shows continuavam e cada vez mais lotados! O Brasil foi conquistado em todas as suas regiões! Até a inesperada Santarém entre o Rio Amazonas e Tapajós foram cenário da fúria do trio! Uma legião de pessoas que admiravam a música, a postura e ideologia da banda! Gente que passou a ser uma família! Em novembro de 1999 viria a “Comunidade Zadoque”, o mais valioso e doce fruto desses obstinados guerreiros! Em pouco tempo a Comunidade Zadoque se ampliou e conquistou um espaço físico no bairro da Barra Funda em São Paulo, onde se tornou em um dos melhores espaços abertos a musica underground de nosso Brasil! Inclusive cenário para históricas apresentações do próprio Antidemon. Alem de lugar para se libertar de Drogas e se reintegrar a sociedade a Zadoque hoje é a opção religiosa mais inusitada e bem aceita para o jovem! Hoje já são nove espaços espalhados pelo país! Ainda em relação a aparições de partes do Cd Demonocídio, a banda foi convidada a colocar uma faixa no Cd Encarte da “Revista Trip” Numero 91! Foi Incrível! A musica escolhida foi “Viajem” e devido aos milhares de exemplares vendidos se tornou algo altamente importante para a banda, sem falar nas 06 suculentas páginas da Revista que contavam a Historia do Antidemon e da Zadoque.

Em Março de 2002 o Antidemon iria sair do pais pela primeira vez!... MÉXICO! A “Demonocídio Mexican Tour 2002” foi preparada e lá se foram nossos meninos! Foram 10 fantásticos shows: Tlalnepantla (México DF), Chalco, Orizaba, Puebla, Oaxaca, Ciudad de México, Toluca, Acambaro, Guadalajara e Leon! Trinta e dois dias onde os Mexicanos ficaram apaixonados pela banda! Foi aceitação total e irrestrita! O mais surpreendente estava por vir, a gravação de um CD em Espanhol em apenas quatro dias! Parecia impossível mas o trabalho se iniciou! Luta e esforço e o CD foi gerado, nasceu no México “ANILLO DE FUEGO”! Não se esperava aquela grande aceitação no Brasil! Situações pareciam desfavoráveis, tais como a nova língua e pouco tempo para se gravar que poderia ter gerado uma qualidade inferior ao outro Cd Demonocídio.Mas o Cd foi lançado e foi incrível a aceitação! Os comentários da mídia foram fantásticos e novas portas estavam sendo abertas! Iniciou-se então uma notável divulgação do novo trabalho pelos países de língua espanhola.


Em Fevereiro de 2003, aconteceu a terceira edição do “Brasil Metal Union” Esse festival é fruto de uma enquête por todo o pais, para escolher as 10 melhores bandas do cenário! E surpreendentemente lá estava o Antidemon! Foi uma apresentação histórica na Led’s Lay com a aceitação maciça do público! A mídia novamente se alvoroçou e o Antidemon figurou novamente em inúmeros meios de comunicações!

Em Março de 2003, a banda estaria novamente rompendo as fronteiras do país: ARGENTINA! Foram 18 dias no pais, uma participação intensa e sem precedentes na imprensa radiofônica! E 03 magníficos shows: No El Borde em TEMPERLEY, BURZACO Zona Sur e em uma inusitada Colônia de Russos e Ucranianos em BUENOS AIRES! Os Argentinos realmente não queriam deixar a banda retornar ao Brasil, dado o carinho e afinidades adquiridos! O Cd cantado em espanhol dava então frutos maravilhosos e bem vindos!

De volta ao Brasil a maior notícia referente a esse CD: A indicação para o “Premio DINAMYTE” e devido a isso “Anillo de Fuego” já estava entre os 10 melhores cds de metal do país! Mais alguns dias e concretizada a apuração dos votos que foram mais de 60.000 e viria mais uma surpresa: o Cd gravado em quatro dias acabou ficando em segundo lugar por uma diferença mínima de 5% da primeira posição.

E as Coisas não param por aí! Ainda em 2003 após a tour pelo Nordeste (Recife e João Pessoa) e Norte do país (Santarém) e a esperada apresentação em Brasília DF e Florianópolis SC. Em Agosto de 2003 o Antidemon parte para uma das maiores conquistas de sua História: A Europa! Alemanha, Holanda, Bélgica, Portugal e Espanha são alguns dos paises já fechados! E a maior expectativa é para o grande festival Alemão na Cidade de GOTHA, o “FREACK STOCK”com 04 dias e mais de 60 bandas do mundo todo!

Para o final de 2003 está programado o maior show da banda em nível de público! Algo superior a 50.000 pessoas no estádio do Pacaembu. Será o DIA Z , evento com a participação dos maiores nomes do metal nacional! Realmente é fantástico o que esses brasileiros já alcançaram e ainda estão alcançando!

Em 2004 todos podem esperar o terceiro cd da banda e desta vez algo certeiro é que esse cd seja o melhor trampo do Antidemon, que completa em janeiro 10 anos de estrada, e com certeza a experiência adquirida somada a um tempo de gravação maior (O que não se teve em Anillo de Fuego) poderemos perceber a total realidade e resultado do que a banda pode realizar musicalmente nesse atual momento! Sem falar que será um ano marcado por essa primeira década da banda e com muitas apresentações em torno desse tema! Afinal não é todo dia que se vê três pessoas juntas numa mesma banda em dez incansáveis anos! Parabéns pra eles, e pra quem tem estado de alguma forma acompanhando essa jornada!



Nightfall


A banda Nightfall foi fundada no início da década de 90. Eram quatro jovens que não queriam somente montar uma banda qualquer, mas sim uma comunidade, um santuário para expressar seus preciosos pensamentos, sonhos e teorias. A partir desta idéia, eles lançaram-se ao mundo através de sua única demo tape, denominada Vanity. Depois de apenas um mês do lançamento e promoção de sua Demo Tape, a gravadora francesa Holy Records ofereceu a estes quatro gregos promissores melhores condições para conquistarem definitivamente o mundo. O resultado? Um casamento perfeito! Em setembro de 92, Parade Into Centuries ,o primeiro álbum, é lançado. Parade Into Centuries é uma verdadeira obra de arte que faz com que muitas pessoas questionem como uma banda vinda da Grécia pode soar tão pessimista e negra. Parade Into Centuries não é apenas o álbum de estréia do Nightfall , mas também o primeiro lançamento internacional de uma banda de Metal da Grécia. Também é um dos primeiros discos de Death/Black Metal em que foram adicionados instrumentos acústicos e teclados, característica comum hoje em dia em 10 de 10 bandas do estilo
.

Em janeiro de 94, a banda retorna ao cenário com o lançamento do álbum Macabre Sunsets, um álbum experimental , que foi e ainda é um verdadeiro desafio para os ouvintes. Todos os sentimentos de dor e agonia empregados no primeiro disco da banda parecem ter se tornado ódio e violência neste álbum, uma transformação tão real que surpreendeu toda a indústria da música. Uma das características mais importantes da carreira do Nightfall, comprovada por este álbum, é o fato da banda não ser mais um grupo de músicos que procurava apenas o sucesso, mas sim uma banda que tem como principal objectivo fazer música com muito "feeling", o elemento mais importante quando se faz arte.
Este disco alcançou um alto índice de vendas e proporcionou à banda sua primeira tour européia como Headliner, sendo acompanhada por bandas como Misanthrope, Sadness e Celestial Season. Eons Aura foi o próximo passo; um maxi CD com 4 faixas ,sendo duas covers. Os dois covers deste disco foram Thor do Manowar e Until the Day God help us All do Army of Lovers. As duas canções foram interpretadas de uma maneira que somente o Nightfall era capaz de fazer. Eons Aurea é um álbum de aproximadamente 20 minutos de pura energia que não decepcionou os fãs. Sem dar atenção alguma ao que estava em alta no mercado musical, o Nightfall apresenta ao mundo o apocalíptico Athenian Echoes em setembro de 1995. Muitas críticas positivas começaram a ser feitas ao álbum.

Reviews atrás de reviews foram feitas pelas maiores revistas do mundo, todas com nível máximo de reconhecimento. A partir daí, as pessoas começaram a perceber do que o Nightfall era capaz. Athenian Echoes era arte em todas as suas dimensões, ele não era um diamante, justamente porque diamantes não possuem alma! Este disco marca definitivamente o novo direcionamento de composição da banda. Neste mesmo período, a banda acompanhou o Paradise Lost em sua tour pela Grécia. Lesbian Show talvez seja a produção mais provocante do quarteto grego até hoje. Foi a primeira vez que a banda gravou fora da Grécia.
O Tico Tico Studio, em Lapland (Finlândia) foi o responsável pelas gravações do sucessor de Athenian Echoes. O clima denso e as letras pesadas deste disco fizeram de Lesbian Show um dos percursores do Metal Gótico moderno. A musicalidade do disco foi perfeita para que o vocalista Efthimis encaixasse com muita loucura os seus poemas doentios e pacíficos. A concepção metafórica do álbum é capaz de fazer o ouvinte viajar entre outras dimensões criando um clima perfeito para a musicalidade desenvolvida pela banda. Com Lesbian Show a banda gravou seu primeiro vídeo clipe e fez uma longa tour intitulada "Lesbian Tour", passando por países como França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça, Áustria, Grécia, Espanha, Portugal e Turquia.
A banda lança o Maxi CD Electronegative em Fevereiro de 1999, dando uma prévia do seu próximo trabalho. Electronegative, marca a entrada de dois novos integrantes, o guitarrista Phil Anton e o baterista alemão Mark Cross. Depois de quase uma década, o Nightfall ainda é o primeiro nome de uma gravadora. "The Holy Kings" : assim são considerados pela sua gravadora, e assim serão eternamente, pois eles estão aqui para ficar! Com três turnês Européias como headliner e outros grandes shows com bandas como Slayer, Paradise Lost, Saxon, Rage, e outras , o Nightfall prova ao resto do mundo que o Metal Europeu está mais vivo que nunca!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dark Funeral


Dark Funeral é uma das bandas mais destruidoras e satânicas do mundo. Seu som é incrivelmente rápido e violento, muito perturbador para quem não está acostumado a ouvir som pesado. As letras mostram que o Dark Funeral, ao contrário de outras bandas de black metal que escrevem contra o cristianismo ou então falam das culturas nórdicas, venera piamente as forças do mal... cada álbum é como se fosse uma missa em nome dos demônios! Músicas como "Ravenna Strigoi Mortii", "Enriched By Evi"; Satan's Mayhem" e a nova e também destruidora "Hail Murder" mostram toda a religiosidade que a banda prega!

Em 1993 foi quando tudo começou, Lord Ahriman e Blackmoon (David Parland), fundaram a banda Dark Funeral, na Suécia, mais à diante eles se juntariam à Draugen e Themgoroth. Em 1994 a banda grava um mini-cd que sai no dia 4 de maio, o disco é auto intitulado gravado pelo Swanö´s Uni-Sound studio, Draugen (baterista) deixa a banda e é substituído por Equimanthorn. Eles assinam um contrato com a No Fashion Records e começam a trabalhar músicas para um próximo disco Em 1995 depois de uma tentativa miserável de lançar o disco The Secrets Of The Black Arts, a banda muda para o Abyss Studio e regrava o disco inteiro. Entre as gravações a banda acrescenta mais uma música chamada "When Angels Forever Die". Ai a banda atinge a produção que eles queriam finalmente. Logo após, o Dark Funeral tocou no festival Under The Black Sun I in Berlin.
Algumas semanas antes havia sido somado à banda o vocalista Magus Caligula. A banda também consegue assim lançar o seu primeiro vídeo para "The Secrets Of The Black Arts", sendo bem recebido pelo público e espalhado pelo mundo através dos canais de música existentes. Em 28 de janeiro de 1996 o disco "The Secrets Of The Black Arts" é licenciado e lançado pela Metal Blade na América do Norte e a Mystic Production (Polônia). Novamente Há problemas na formação do grupo sendo que saem da banda Themgoroth , Equimanthorn e Blackmoon, entrando assim Alzazmon (bateria), Typhos (guitarra) e Magus Caligula (Masse Broberg, vocalista original do Hypocrisy) assume o baixo e o vocal.

Sendo assim o Dark Funeral é levado a um nível de agressividade e intensidade ainda não experimentado. Junto com o Necromass a banda fez uma turnê chamada the Satanic War Tour ao longo da Europa. Também em 1996 a banda participou do tributo ao Bathory, In Conspiracy With Satan, com "Call From The Grave" e "Equimanthorn". Em 1997, o Dark Funeral continua sua tour com Ancient e Bal Sagoth. no mesmo ano o Dark Funeral vai para a América do Norte e toca na Expo Of The Extreme festival em Chicago. Depois de totalmente profanar a audiência americana, que viu um espetáculo totalmente Black, com cabeças de porcos empaladas em cruzes de cabeça para baixo emparelhadas,os músicos profanos encharcados em sangue de porcos. De lá a banda embarcou na "The American Satanic Crusade Tour" com a banda Usurper.
Originalmente era suposto que a tour teria as bandas Acheron e Destroyer 666, mas por alguns problemas elas ficaram de fora. Em setembro a banda retorna ao estúdio para gravar o disco "Vobiscum Satanas", um disco poderoso que coloca o Dark Funeral em uma posição privilegiada no Black Metal Sueco atual, juntamente com o Marduk. O disco acabou saindo em 98 no começo do ano. Dando continuidade à sua história em 1998, o Dark Funeral sai em Turnê na The Ineffable Kings Of Darkness Tour com o Enthroned e o Liar Of Golgotha, entrando Dominion como baixista. A banda acaba participando do festival Hultsfreds da Suécia. Depois do festival saem da banda Dominion e Thyphos, Caligula volta a assumir o vocal e o baixo juntamente. A banda excurciona mais uma vez na "Bleed For Satan" tour, com o Cannibal Corpse e o Infernal Majesty. Alzazmon (baterista) deixa a banda entrando em seu lugar Gaahnfaust .

Em 1999 o Dark Funeral retorna à estrada com a mini-tour "Black Plague Across The West", fazendo shows pelo México e novamente nos Estados Unidos da América, tocando na Califórnia. Logo voltaram para a Europa e fizeram a tour mais próspera e mais longa de todas que eles fizeram, a "The Satanic Inquisition tour" em conjunto com o Dimmu Borgin. No ano de 2000 com Tommy Tägtgren o Dark Funeral produziu o EP "Teach The Children To Worship Satan"(ensine as crianças á adorar Satanás) com uma nova música "An Apprentice Of Satan" e covers de bandas como King Diamond, Slayer,Sodom e Mayhem. O disco conta também com um vídeo ao vivo para "An Apprentice Of Satan". Assim O Dark Funeral se une ao Deicide, ao Cannibal Corpse e o Immortal para o No Mercy festivals. Com a saída de Gaahnfaust, une-se à banda Matte Modin (Defleshed) dando muito mais velocidade à banda sendo estreado no With Full Force festival. Também é acrescentado ao seu currículo a participação no Wacken Open Air, e se acaba a Canadian/American tour.
Dominon e Caligula trabalham em um projeto paralelo chamado Dominon Caligula, emquanto Lord Ahriman se envolve em planos com os músicos do Acheron, Incantation e The Electric Hellfire Club para formar a Wolfen Society. Devido a demanda popular para o primeiro EP, o Dark Funeral relança-o com uma arte nova. Em Janeiro de 2001 a banda entra em estúdio para gravar o disco "Diabolis Interium" que se traduz em um marco para a carreira da banda.Com a produçãode Peter Tägtgren e Lars Szöke. Sendo assim Sai ao público de black metal uma obra prima que se tornara uma pesada influência ao futuro do estilo. São destaques do disco ´The Arrival Of Satan´s Empire´,´Armageddon Finally Comes´,´An Apprentice Of Satan´(já conhecida do EP anterior, foi refeita para este disco) e muito mais. "Diabolis Interium" é um absoluto salto para todo black metal.

sábado, 28 de agosto de 2010

Soulfly


A história do Soulfly confunde-se com a história de Max Cavalera, líder, vocalista e guitarrista da banda. Max foi líder da banda Sepultura, a banda brasileira com maior reconhecimento internacional, durante 15 anos, juntamente com seu irmão Igor Cavalera e os amigos Paulo e Andreas. O Sepultura conquistou fama e respeito internacional fazendo um metal da melhor qualidade.
Com o álbum "Roots", em 96, o Sepultura já demonstrava alguns traços de metal moderno, com guitarras mais graves, produção de Ross Robinson e participação de membros do Korn, DJ Lethal (Limp Bizkit) e Mike Patton(Faith No More e Mr. Bungle).
Em 96 mesmo começa a criação do Soulfly, após a saída turbulenta de Max do Sepultura. Max rapidamente começa a montar uma nova banda, apesar de estar passando pelo pior momento de sua vida, principalmente pela briga com seu irmão e amigos de banda e o assassinato de seu enteado Dana Wells.

Esses fatores influênciaram, definitivamente, no som e na postura do Soulfly. A primeira pessoa procurada por Max foi o baterista Roy Mayorga, em 97. Roy tocava na banda Thorn em NY. O próximo foi Marcelo que já era velho conhecido de Max, pois foi Roadie do Sepultura por vários anos. Faltava agora um guitarrista, então Max convidou Lúcio Maia, guitarrista do Chico Science & Nação Zumbi (que adotou o nome artístico de Jackson Bandeira). Lúcio participou do Soulfly durante a gravação do primeiro álbum da banda e logo voltou para tocar seu projeto com o Nação Zumbi que já não contava mais com Chico Science, morto em um acidente automobilístico.
No dia 21/4/98 é lançado "Soulfly", o primeiro álbum. O CD conta com várias participações como: Burton C. Bell, Dino Cazares e Christian Olde Wolbers do Fear Factory, Fred Durst e DJ Lethal do Limp Bizkit, Chino do Defdtones, Benji do Dub War, Eric Bobo do Cypress Hill e Jorge Du Peixe e Gilmar Bola Oito do Nação Zumbi.
O Soulfly atinge altos níveis de brutalidade com conotações extremamente pessoais para Max, abordando temas como a briga com seu irmão Igor e a indignação com a morte de Dana, principalmente. Os tambores do C.S.N.Z. com os vocais de Max constituem a personalidade da banda.

Max sobre o álbum: "Eu acredito que esse álbum foi planejado durante uma tragédia. É meio estranho mas é verdade. Esse álbum teve um preço e, infelizmente, foi um preço muito alto: perder um grande amigo e se separar de pessoas com quem você tocava à 15 anos. Se o Dana não divesse morrido e eu continuasse no Sepultura esse álbum seriam completamente diferente. Então eu acho que as pessoas vão escutar e entender o quanto esse álbum é intenso e pessoal."
A banda grava o vídeo de "Bleed" com participação de Fred Durst e saí em diversas turnê incluindo a Ozzfest. Logan Mader, guitarrista do Machine Head, abandona a banda, e vai tocar no Soulfly, mas não dura muito tempo e larga o Soulfly para montar sua própria banda. Logo entra Mikey Doling, da banda Snot, do falecido Lynn Strait, em seu lugar. Durante a turnê com Hatebreed e Neurosis, em 99, Roy saí da banda e Joe Nunez é contratado como novo baterista.
Em 2001 sai "Primitive", segundo álbum da banda. Assim como o primeiro, "Primitive" vem recheado de participações especiais como: Tom Araya do Slayer, Will Haven, Chino do Deftones, Corey Taylor do Slipknot, Sean Lennon entre outros.
Em 2002 Roy retorna ao Soulfly para a gravação do novo álbum entitulado "III".

Kamelot


Para todos os efeitos, os Estados Unidos não são considerados um bom mercado metal, e o público metaller já sabe disso há muito tempo. Pior ainda quando as linhas convergem para um certo estado chamado Flórida. Entretanto, por incrível que pareça, nem tudo são espinhos por lá. Bandas como Savatage e Iced Earth
erguem aos céus a bandeira metal com orgulho. Só que uma outra vem se destacando imensamente. O nome? Kamelot.
Não há como negar que o nome induz qualquer um a imaginar as famosas cenas medievais de lutas e castelos e – é claro – o glorioso Rei Arthur e os não menosimportantes Cavaleiros da Távola Redonda. Bem, é por aí mesmo que a banda trilha sua história (e suas composições).
Em 1991, um certo Thom Youngblood resolve se juntar a um tal de Richard Warner e formar uma banda. O então jovem guitarman Thom procura quem se interesse pelo mesmo estilo idealizado por ele e Richard, até que encontram Mark Vanderbilt para os vocais, David Pavlicko aos teclados e finalmente Glen Barry ao baixo.

Com a line-up formada, Thom, que já tinha um bom material composto com o baterista Richard, reúne a banda e entra em estúdio para, em Agosto de 1995, lançar seu primeiro disco, intitulado "Eternity". A crítica gosta e uma pequena turnê se segue ao lançamento do álbum. A seguir, novamente período de composições e gravações, e em 1996 saía "Dominion", que era superior ao "Eternity" tanto em questão de composições quanto no conteúdo lírico. O novo petardo uniria o bom e velho metal clássico a seqüências mais trabalhadas de música clássica e até jazz. A superioridade e crescente maturidade da banda eram latentes.
Após o lançamento de "Dominion", o grupo se preparava para uma tour bem mais abrangente, quando infelizmente um fato bastante desconcertante se fez realidade: o baterista Richard Warner teria que trilhar caminhos diferentes do resto da banda. Quando já parecia tudo muito ruim, o vocalista Mark também teve que deixar seus companheiros... o que fazer?!
Ao mesmo tempo em que o fim parecia se aproximar do Kamelot, as coisas estavam indo bem ruins com a já consagrada banda Conception, que caminhava bem mais rápido para um fim. Como era de se esperar, então, após a usual maré de boatos que povoam o mundo metal, o grupo acabou. Thom, então, aproveitando a deixa, resolve entrar em contato com Roy Khan, que era vocalista do Conception, e marcam de fazer uma audição. Depois, com uma pequena procura, consegue achar um baterista chamado Casey Grillo.

Ao mesmo tempo em que o fim parecia se aproximar do Kamelot, as coisas estavam indo bem ruins com a já consagrada banda Conception, que caminhava bem mais rápido para um fim. Como era de se esperar, então, após a usual maré de boatos que povoam o mundo metal, o grupo acabou. Thom, então, aproveitando a deixa, resolve entrar em contato com Roy Khan, que era vocalista do Conception, e marcam de fazer uma audição. Depois, com uma pequena procura, consegue achar um baterista chamado Casey Grillo.
Como as coisas foram ótimas nas audições, a formação fica estabelecida novamente com: Thom Youngblood (guit), Roy Khan (voz), Glenn Barry (baixo), David Pavlicko (teclados) e Casey Grillo (bat).
É sabido que a mudança de um vocalista sempre causa muito impacto (o Iron Maiden e o Helloween que o digam!), então toda a banda estava apreensiva pela nova mudança. Mesmo assim, a superioridade e maturidade que marcaram a banda em seu disco precedente já deixavam o fã ansiar pelo excelente trabalho que viria.
Apesar de terem se passado dois anos para que o novo disco saísse, valeu a pena esperar o tempo para mostrar ao mundo seu novo trabalho, gloriosamente intitulado "Siége Perilous". "Olha, acho que a suprema maioria dos fãs aceitaram muito bem o Roy como a nova voz do grupo", diz Youngblood. "A maioria já ouvia Conception, então já sabiam de suas qualidades como vocalista. É muito complicado quando um grupo muda seu frontman, pois isso afeta muito a música do conjunto. Foi o que aconteceu com o Fates Warning e com o Iron Maiden. No entanto, quando se administra bem o problema, não há maiores conseqüências", explica.
Mas e quanto à performance de Roy? "Bem, o estilo que Roy desenvolvia no Conception era diferente, mas, se você ouvir nossos discos anteriores e o "Siége Perilous", vai ver que ele se encaixou perfeitamente na banda", diz Thom, convicto. "Não queríamos substituir Mark [Vanderbilt, antigo vocal] com um cara que soasse exatamente igual a ele, porém não queríamos alguém que desfigurasse completamente o Kamelot". Bem, isso quer dizer que vocês chegaram onde queriam? "Oh, sim. Khan conseguiu alcançar um meio termo que nos deixou bastante satisfeitos", afirma o guitarrista. E é isso aí. É só dar uma escutada no terceiro álbum de estúdio do grupo que dá pra ver a qualidade. Um metal épico de responsa mesclado a letras incrivelmente inteligentes. A começar pelo título. "Siége Perilous", como explica o próprio Thom Youngblood, "significa ‘assento perigoso’ e vem do próprio conceito medieval de Kamelot, em que a grande távola redonda era cercada de assentos dos assessores do rei que, por sua vez, ficava no assento principal, o trono."
É, sem dúvida, o Kamelot é uma banda que tem muito a mostrar. E os fãs da banda tem muito a ganhar. Depois de "Siége Perilous", resta esperar pelo próximo lançamento da banda que promete ser ainda superior. É torcer os dedos esperar pra ver.

Blind Guardian


Foi em 1984 quando André e eu nos encontramos pela primeira vez em um comercial do colégio em Krefeld/Alemanha. Nós notamos rapidamente que compartilhávamos dos mesmos interesses, como por exemplo
, a nossa paixão pelo Heavy Metal e que nós – ao menos em uma maneira que não é espectacular - tocamos em nossas bandas: Eu tocava rhythmn-guitar em minha banda chamada Executer e André habituado a tocar guitarra na sua. No entanto, a banda de André – nomeada European – agia mais profissionalmente do que a minha, e é por causa disso que você poderia chamá-los da primeira pré-versão do Blind Guardian
. Depois de um tempo eles mudaram o nome de European para Zero Fault. Durante aquele tempo André não estava satisfeito com o frontman de sua banda, porque este cara não estava capacitado de realizar o primeiro vocal, ou em outras palavras: ele não gostou realmente as sua forma de cantar. Durante uma estadia de férias com a classe inteira da escola André aprendeu estimar o meu talento, que tinha visto em meus incríveis gritos e berros. Devido ao fato de que meu sonho e ambição sempre foram me tornar um músico profissional o mais rápido possível, eu não hesitei e finalmente entrei para o Zero Fault. Nós convencemos os outros dois caras da banda – devido ao novo line-up – que seria melhor mudar o nome da banda novamente. Nós chegamos a conclusão que o novo nome deveria ser Lucifer's Heritage. Neste meio tempo adquiri o conhecimento com um aluno de André: Thomen. Infelizmente ele era somente notável para sua falta de talento. Então um dia por coincidência aconteceu e isso foi totalmente inesperado para todos nós: Subitamente Thomen sentou atrás da bateria no porão de ensaios da casa do André e tocou alguns ritmos realmente bons! Nós pensamos que ele acertava potes desde a infância mas nunca mencionou isso. Depois daquela inacreditável sessão, foi sugestão do André Thomen aprender a tocar bateria no lugar de guitarra, e Thomen seguiu seu conselho, mas ele o fez em outra banda. Todavia, o contato com André, que era para Thomen algo como um padrinho, nunca acabou: Enquanto André gastava um tempo com sua namorada, Thomen esperava por ele na porta de sua casa e toda vez quando eu encontrava André para os ensaios eu via aquele cigarro pagado no chão, e era certeza: Sim, Thomen já estava lá... Que adorável.

Certo dia André contou a Thomen que sua banda tinha um novo frontman que soava similar a Paul Di’Anno. Thomen como grande fã de Di’Anno ficou impressionado e curioso. De alguma forma depois nós perdemos nosso baterista e então Thomen foi nossa primeira escolha para reposição. Com essa formação nós gravamos nossa primeira demo, nomeada “Synphonies Of Doom”. Para esse projeto todos concordaram em guardar 400 DM (moeda alemã da época) – o que era muito dinheiro nos jovens anos oitenta – então nós coletamos dinheiro, colocamos em um pote e então nós poderíamos financiar a gravações por nós mesmos... Se Thomen não tivesse gasto o dinheiro antes da data do estúdio. Agora nós estávamos com os bolsos vazios novamente e tínhamos um grande problema para conseguir novamente os 1.6000 DM para o pagamento. Thomen não era capaz de perguntar a seu pai se poderia lhe fazer um empréstimo devido ao seu pai odiar nossa banda. A razão para esse ódio é que o pai dele pensava que iríamos impedir seu filho de se tornar um telhador, mas Thomen nunca cogitou em abandonar a firma da sua família um dia. Por causa dessas razões ele não podia dar o dinheiro e hoje eu sou capaz de entender sua percepção... Thomen não poderia aplicar o dinheiro, assim ele teve que deixar a banda novamente.
Alguns dias depois nosso crise financeira se tornou mais e mais relaxada: A avó de André foi capaz de nos dar algum dinheiro – e eu consegui um emprego temporário para receber um dinheiro extra – como nós tínhamos o dinheiro que precisávamos, foi decisão da banda convidar Thomen de volta ao nosso grupo. Então nós gravamos nossa demo e as críticas foram muito positivas. Bem, das cinco faixas que gravamos não havia uma música que poderia ser profetizada para se tornar uma de nossas favoritas anos depois. Apenas um número com o título “Helloween” era bom o bastante – com um diferente arranjo e título (“Wizards Crown”) – para encontrar lugar no nosso álbum “Battalions Of Fear”. Depois daquela sessão Thomen deixou a banda novamente – nós não podemos dizer por que hoje... Por razões desconhecidas – e ele foi substituído pelo nosso primeiro baterista, Hans-Peter Frey.

Então no meio de 1986 um tempo realmente criativo começou enquanto que gravávamos nossa segunda demo – influenciada pelo Melodic/Speed/Power-Metal – “Battalions of Fear”. Com “Majesty” – que se tornou depois a abertura do nosso debut – nós manufaturamos a primeira referência aos trabalhos de J.R.R. Tolkien. Nós também tomamos a decisão que nosso segundo guitarrisa Markus Dörk não era mais útil para a banda e procuramos alguém para substituí-lo. Seu substituto, Christof Theissen, soou muito thrash, então sua posisão como membro não durou muito tempo. Repentinamente nós reparamos que meus vocais não eram bons o bastante. Tivemos a idéia de chamar um vocalista para a banda. Muitos caras estranhos bateram na nossa porta e depois disso nós todos ficamos muito convencidos que minha voz seria a melhor se comparada com aqueles candidatos. Desde então minha posição de vocalista nunca mais foi questionada.
Um segundo problema foi encontrar um novo local de ensaio. Daí Marcus e sua banda Reedemer entraram no jogo: Ele tinha tudo o que precisávamos: Um local de ensaio, ele era um cara legal também e a harmonia foi fantástica desde o começo. Nesse tempo Marcus estava com problemas para encontrar um vocalista, então ele hesitou muito, terminou com sua própria banda e se juntou ao Lucifer’s Heritage. Adivinhe quem era o baterista do Reedemer naquela época? Certo, Thomen.
André abriu amplamente as portas para seu velho amigo, que entrou no nosso bote novamente. O que era muito bom e importante, pois o editor-chefe da revista Metal Hammer fundou um novo selo nomeado “No Remorse” e nos ofereceu um contrato diretamente. Nosso problema era que nosso baterista Hans-Peter Frey tinha saído e nós precisávamos de um novo...
O resto é história: Com esta formação nós gravamos nosso debut álbum, “Battalions Of Fear”, mas mudamos o nome da banda durante a gravação porque percebemos que todos que compravam nossas demos nas lojas encontravam na sessão de black metal, o que não era nosso objetivo. A razão para isso era o nosso nome “Lucifer’s Heritage” que não condizia como nosso estilo de música.

Então nós entramos em nosso estúdio e fizemos uma lista com nossos nomes favoritos para sugestão. Por alguns dias nós nomeamos como – devido a uma música do Metallica – Battery, mas nossos amigos mencionarma que não era uma boa idéia. Nós pegamos uma outra sugestão Raging Waters – devido a famosa música do Testament – mas nós escolhemos a minha sugestão...”
A Gravação do próximo álbum foi um grande passo, uma evolução. Dessa vez teriam uma semana a mais para a gravação e ainda contaram com a participação do ilustre Kai Hansen, que havia se interessado muito pelo trabalho da banda. O resultado foi “Follow The Blind”, mais pesado que seu antecessor, sob forte muita influência da banda de thrash metal Testatament. Não foi feita turnê para este álbum, pois André e Marcus estavam fazendo o Serviço Militar, contudo conseguiram fazer algumas apresentações no fim de semana. A média de público aumentará, já era de 300 pessoas em média.
Tem início os anos noventa, e a banda entra novamente em estúdio com o produtor Kalle Trap (mesmo dos álbuns anteriores). Kai Hansen novamente participa do álbum, fazendo duetos memoráveis com Hansi. A capa foi feita por Andreas Marschall, e ficou tão boa que todas as seguintes foram feitas por ele. Então “Tales From The Twilight World” é lançado, e a crítica foi ótima, dessa vez foram feitas três semanas de turnê, na qual a banda tocou pela primeira vez fora de seu país, na Áustria e Hungria. A banda que os acompanhou dessa vez foi o Iced Earth, e como fruto nasceria uma forte amizade entre as bandas.
O último álbum apontou o que seria o estilo próprio da banda, mas foi o álbum seguinte que confirmou e solidificou o mesmo. Estilo que seria copiado por muitas bandas anos depois.

O selo “No Remorse Records” estava falindo e a distribuição dos cds já era feita pela Virgin. Então decidiram mudar de gravadora, assinando com a Virgin, que na época foi a que deu a melhor oferta. Então iniciaram as gravações do novo álbum: “Somewhere Far Beyond”. A participação de Kai Hansen novamente se fez presente, e foi fantástica como sempre. O resultado é um álbum clássico e divisor de águas para a banda. Está presente nesse álbum o maior clássico da banda: “The Bard’s Song (In The Forest)”. Vele ressaltar o sucesso que alcançaram no Japão principalmente após o último lançamento. Dessa forma foram pela primeira vez para fora do continente europeu, realizando dois shows em Tokyo. Esses shows tiveram o maior público da banda até então, mais de quatro mil pessoas. Por isso, foi decidido que ocorreria a gravação do primeiro álbum ao vivo, e foi intitulado “Tokyo Tales”.
Esse foi o último álbum com o produtor Kalle Trapp, que seria trocado por Flemming Rasmussen, pois já não oferecia um trabalho interessante à banda.
Dois anos depois são lançados dois singles, “Bright Eyes” e “A Past And Future Secret”, anunciando um dos álbuns mais aclamados da banda: “Imagiantions From The Other Side”. Se em “Somewhere Far Beyond” o som já era bem particular, com este lançamento os quatro de Krefeld podiam dizer em plenos pulmões que tinham um estilo próprio, e é o melhor desse estilo que apreciamos nas nove músicas desse álbum. Uma prova disso é que geralmente tocam oito músicas dele nos shows, e isso ocorre até os dias de hoje. A turnê envolveu todos os países europeus e muitos foram repetidos, um prova do reconhecimento total do trabalho desses bardos, que tiveram em média três mil pessoas por show. Um fato curioso: Na volta de um show adicional que fizeram no Japão, foram para a Tailândia, onde apenas duas bandas de rock tocaram anteriormente (Metallica e Bom Jovi), logo depois de saírem do avião um comitê de recepção colocou colares em seus pescoços e durante o trajeto do aeroporto até a cidade foram escoltados pela polícia. André Olbrich conta que o ônibus tinha um equipamento de som que os permitiu tocar suas músicas pela rua; sentiram-se como deuses.
Durante os anos seguintes foram feitos vários singles com covers inusitadas e versões alternativas para as músicas dos álbuns anteriores. O ápice deu-se com o lançamento do “The Forgotten Tales”, que trás as covers antes feitas e versões variadas de outras músicas da banda.
Para o próximo álbum uma grande surpresa: Hansi decidiu deixar o baixo e dedicar-se apenas aos vocais. Para substituí-lo foi recrutado Oliver Holzworth (das bandas Sieges Even e Val Paraíso). A posição de baixista ainda continua em aberto, pois Hansi planeja voltar a ela um dia, assim Oliver é considerado um músico convidado apenas.
Em 1998 foi lançado o single “Mirror Mirror”. Ele anunciava o que viria a ser o mais famoso álbum do Blind Guardian. Poucos meses depois o aclamado álbum “Nightfall in Middle-Earth” foi lançado, sendo inteiramente baseado no livro “The Silmarillion” do escritor inglês J. R. R. Tolkien. A Parte musical é extremamente trabalhada, mostrando uma evolução surpreendente desde os últimos lançamentos. E nesta turnê a banda finalmente preencheu as lacunas que ainda restavam no globo: A América. E foi durante essa turnê que passaram pela primeira vez pelo Brasil, sendo muito bem recebidos e ficando impressionados com a empolgação dos fãs.

Participar de grandes festivais tornou-se comum à banda, alguns exemplos são o Wacken, Metal Gods, Metalfest, Bang You Head, entre outros...
Três anos depois surge o single que anteciparia o direcionamento músical tomado pela banda: “And Then There Was Silence”. Esse direcionamento é marcado pela complexidade das canções e pela riqueza detalhes, que flertam com o metal progressivo. Um ano depois, em 2002, o tão esperado álbum foi lançado, com o nome de "A Night At The Opera". Dessa vez o tema da maioria das músicas seria a Guerra no Oriente Médio e a lenda da Guerra de Tróia. Mais clássicos vieram com este álbum: "Punishment Divine", "The Soulforged", "Under The Ice" e a bela, e muito complexa, "And Then There Was Silence", com seus 14 minutos. Nesta turnê foram conseguidos resultados satisfatórios nos Estados Unidos e no Reino Unido, lugares onde bandas de metal alemão geralmente não fazem sucesso. A Média de público nesses locais foi de três mil pessoas.
Um Single foi lançado para a música “The Bard´s Song (In The Forest)”, que ganhou uma nova versão; o single ainda contem três registros ao vivo da mesma e um clip de estúdio.
No mesmo ano da turnê é lançado um novo álbum ao vivo, intitulado “Live”, dessa vez duplo, e com gravações do mundo todo. O sucesso deste foi gigante, provando o quanto a banda é boa sobre o palco.
Neste mesmo ano ocorreu um festival idealizado pela banda (Blind Guardian Open Air), e tal evento foi escolhido como palco para a gravação de um DVD duplo (o primeiro da banda), que foi intitulado “Imaginations Through The Looking Glass”, lançado na metade de 2004.
O Ano de 2005 começa com grandes novidades, pois Hansi anunciou no website oficial da banda que esse ano será lançado um novo álbum de estúdio e também um álbum de músicas orquestradas, um projeto seu com André.

domingo, 15 de agosto de 2010

Kreator


A Europa dos anos 80, e início dos 90, foi berço de muitas bandas pioneiras de death e thrash metal. Depois do Venom, o pai do black metal, e do Hellhammer, surgiu o Kreator
, uma das bandas mais respeitadas de metal das duas últimas décadas. Juntamente com suas contemporâneas Bathory, Destruction e Sodom, se tornou influência de muitas outras que se formaram depois. Emperor, Samel e Rotting Christ são alguns exemplos.
Em meados de 1983 é formado o Tormentor, na cidade de Essen (Alemanha), composto por Mille Petrozza, o guitarrista Tommy Vetterli e o baterista Ventor Reil.
Em 84 o Tormentor lança uma demo chamada "End of the World" com as músicas "Armies Of Hell", "Tormentor", "Cry War" e "Bone Breaker".
No ano seguinte, época conhecida por "German Thrash Explosion", e já com o nome da banda mudado para Kreator, é produzido o primeiro álbum, "Endless Pain".
O disco se torna um marco do thrash metal e o Kreator é considerado uma das mais rápidas e pesadas bandas da época, por isso seu estilo foi também chamado de speed metal. Lançado pela gravadora Noise Records (Running Wild, Halloween, Gamma Ray, Celtic Frost, Voivod, Destruction, Hellhammer e Bathory), o álbum contou com a produção de Horst Muller, que já produziu as bandas Deliverance, Celtic Frost e também o próprio Hellhammer.

Depois dos shows de divulgação, o baixista Rob Fioretti é convidado a entrar para a banda e no ano de 86 é lançado "Pleasure to Kill". Marcado por um som mais cru que o trabalho anterior, saiu novamente pela Noise Records e foi produzido por Harris Johns, que já trabalhou com o Immolation, Sodom, Pestilence,Therion, Voivod e o Helloween.
Jorg Trzebiotowski é então recrutado para a segunda guitarra da banda e ainda em 86 é lançado o EP "Flag of Hate", pela Combat Records, contendo 3 músicas inéditas e mais as faixas "Endless Pain", "Tormentor" e "Total Death" do Endless regravadas. Em 87 é produzido um clip para a música "Toxic Trace" do EP.
No ano seguinte o Kreator lança "Terrible Certainty". Produzido por Roy Rowland, foi considerado um dos mais pesados álbuns dos anos 80.
"Extreme Aggression", sai em 89 pela Epic Records. Gravado em Berlin (Alemanha), contou com uma participação especial de Greg Saenz (mais tarde ele se tornaria baterista do Suicidal Tendencies) fazendo backing vocal. O álbum foi produzido por Randy Burns, que também já produziu bandas como Death, Nuclear Assault, Megadeth e Suicidal Tendencies.
Alguns fãs o encaram como uma fase de maturidade da banda, num álbum onde eles provam serem capazes de fazer boas músicas. As letras continuam depressivas e as músicas ficam mais lentas, revelando um outro lado da banda.
O Kreator entra em tour pela Austrália, Japão, Moscou, Checoslováquia, Argentina, Chile, Brasil e Estados Unidos. Porém a banda tem problemas com sua formação novamente e Jorg Trzebiotowski sai durante a tour, entrando em seu lugar o guitarrista Frank Gosdzik.
No mesmo ano é produzido um clip para a música "Betrayer", seguido dos lançamentos do EP "Out of the Dark, Into the Light" e do vídeo "Extreme Aggression: Tour 1989/'90, Live in East Berlin".

Em 90 sai o álbum "Coma of Souls" pela gravadora Epic Records. O Kreatorsurpreende novamente e o álbum se torna mais um marco do thrash metal. "Coma of Souls" contou com o engenheiro de som Jason Roberts, que já trabalhou com House of Pain e Cypress Hill. A capa é de Andreas Marschall, que já fez os trabalhos das capas de "Dawn of Possession" (91) e "Here in After" (96) do Immolation; "Dangerous Meeting" (92) do King Diamond; "End Complete" (92) do Obituary; e "Pile of Skulls" (92) e "Wild Black Hand Inn" (94) do Running Wild.
No final do ano mais um clip é produzido, agora para a faixa "People Of The Lie".
Dois anos depois, em 92, é lançado o álbum "Renewal", que contou com a produção de Tom Morris, conhecido por já ter trabalhado com o Savatage, Kamelot, Morbid Angel e feito a mixagem do "Beneath the Remains" (89) do Sepultura.
A banda muda muito seu estilo, ficando mais leve, lenta e com vocais menos rasgados. As influências industriais são evidentes e o álbum fica longe das idéias do antigo Kreator, mesmo nas letras. A credibilidade e sinceridade do som do Kreator parecia ter sumido e dado lugar a uma forçada evolução, nada natural. Não para o Kreator, que havia se consagrado como uma das mais autênticas bandas de metal até então. A banda perde assim muitos de seus fãs.
O Kreator é acusado, inclusive, de mudar de estilo radicalmente por causa das baixas vendas da época para o público thrash. Parecia que o thrash e as boas bandas que haviam, tinham entrado em decadência. "Renewal" desapontou os fãs, principalmente porque eles achavam que o Kreator seria uma das únicas bandas do verdadeiro thrash que sobreviveriam à década de 90. Alguns dizem que seis álbuns em sete anos fizeram a criatividade ficar em baixa. O álbum permanece até hoje como o mais controverso da banda.
O Kreator percebe o que está acontecendo e entra numa longa tour européia. Logo depois o baterista Ventor Reil, um dos fundadores, sai da banda. É lançado na seqüência um clip para a música "Renewal".
Três anos após "Renewal", é lançado em agosto de 95 "Cause for Conflict". Voltam peso e velocidade com pouco espaço para experimentos, como os do álbum anterior. Com o novo batera, Joe Cangelossi, o CD é produzido por Vincent Wojno, que já trabalhou com Machine Head, Testament e Pro-Pain. As ilustrações são do percussionista Junior, "especialista" em participações especiais em álbuns de bandas e artistas famosos de vários estilos. Entre eles está o brasileiro Carlinhos Brown, e sua participação no álbum "Alfagamabetizado" (97), onde é um dos timbaleiros. As fotografias do encarte são de Dirk Rudolph, que fez também a capa de "Astral Sleep" (91) do Tiamat; "Night of the Stormrider" (92) do Iced Earth e "Sehnsucht [Slash]" (98) do Rammstein.

Mais tarde, são produzidos clips para as músicas "Lost" e "Isolation" e o vídeo "Hallucinative Comas".
O álbum "Scenarios of Violence" é lançado em 96, ano seguinte. Produzido por Siggi Bemm, que trabalhou também com Samael, Grip Inc., Tiamat, The Gathering,, Rotting Christ e Moonspell, o álbum teve capa idealizada pelo vocal Mille Petrozza e pelo artista Peter Dell, que fez as ilustrações.
Em meados de 97 sai "Outcast", mixado por Ronald Prent (Def Leppard,Queenryche e Rammstein) e novamente com produção de Vincent Wojno. As fotografias dessa vez, são de Harald Hoffmann, que também fez as de "Deeper Kind of Slumber" (97) do Tiamat.
A influência industrial volta e o Kreator perde um pouco da adrenalina. Sente-se uma atmosfera doom que insinua novos caminhos e mudança de estilo da banda. Depois do lançamento, a banda entra rapidamente em tour e são feitos clips para "Leave This World Behind" e "Outcast".
Abril de 99 trouxe muita confiança para alguns fãs da banda e recusa de outros com o álbum "Endorama".
Com elementos progressivos como guitarras sintetizadas e até piano em algumas introduções, ainda há um toque industrial, como distorções no vocal, e teclados com melodias um pouco arrastadas.
As músicas "Endorama" e "Chosen Few" também ganham clips e a banda faz alguns festivais pela Europa.
A coletânea "Voices Of Transgression - A 90s Retrospective" é lançada no mesmo ano pela Gun Records. O álbum trazia 17 faixas dos discos "Cause For Conflict", "Outcast" e "Endorama", e 3 bônus que saíram junto com o lançamento desses discos. Depois desse lançamento, o Kreator entra em tour pela Europa com o Moonspell.
No ano 2000, é lançado o single "Chosen Few" pela gravadora BMG, com as músicas "Endorama" e uma versão de "Children of a Lesser God" que não foi para o álbum, além dos dois clips "Endorama" e "Chosen Few" em Cd-rom.
O Kreator foi uma banda que mudou muito de formação e de estilo ao longo do tempo, por isso enfrentou muitos problemas com os fãs. Porém, o Kreator é considerado uma das mais autênticas bandas de metal. Em tempos em que o black era o esperado da maioria das bandas alemãs, surgiu o Kreator, não apenas como mais uma banda pesada européia, mas com a personalidade que marcou seu lugar na história do metal.

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